e acho que, finalmente, começo a perceber. Assim. Uso de telemóveis = não há avaliação dos Professores. Eu sabia que a história do You tube era mais do que mas ainda não tinha percebido tudo. Perguntas que no entanto me continuam a incomodar:
0. A senhora Adozinda Cruz, a professora de Francês no Carolina Michaelis, tinha queixas verbais apresentadas pelos seus alunos ao Conselho Executivo, que remontam a 2007. A professora estava a dar uma aula livre porque, tendo perdido o teste de uma aluna, o estava a repetir. A professora Adozinda Cruz apresenta duas notas positivas, na avaliação do período, numa turma de 28 alunos, o que não se verifica a nenhuma outra disciplina. Como iria ser avaliada esta senhora segundo os métodos futuros impostos pela Senhora Ministra? A culpa, já o sabemos, é dos pais e dos alunos. E dos telemóveis. Mas que fazer a coisas destas?
1. Qual a linha que separa a indisciplina da agressão, física ou psicológica?
2. Por muita bondosa que seja, a intervenção do PGR não é apenas mais um passo inconsequente no seu protagonismo mais recente?
3. Será constitucional confiscar telemóveis pessoais a menores, cartão incluído, compreendendo o significado pleno do que é hoje um telemóvel, tendo acesso à privacidade dos alunos, sem proceder à sua devolução imediata aos pais e apenas? Que nos dirá sobre isto o senhor Bastonário?
4. Porque motivo demorou tanto tempo, tantos dias, a professora do Carolina a apresentar queixa da aluna e, no cúmulo do ridículo, da restante turma nos tribunais criminais? A mando de quem? Que motivos a dispensam, sob a compreensão de todos, de ter de dar aulas até ao fim do período? A hipótese de uma provável agressão fisica, aí sim, como algumas que aconteceram já este ano a alguns docentes do Carolina sem qualquer consequência?
5. Alguem se atreve a ter a coragem de questionar o comportamento ridículo, inseguro, pouco profissional, da dita professora na sala de aula ao lidar com o acto de indisciplina, conforme se pode ver pelas imagens a circular?
6. Que se costumava passar nas aulas daquela docente?
7. Qual é o passado disciplinar daquela aluna?
8. A quem interessou objectivamente o empolamento daquele acto de indisciplina naquele preciso Liceu, quando centenas bem mais graves acontecem diariamente e infelizmente por esse País fora? Foi o mero acaso de ter sido posto na net?
9. Irão ser retirados das salas de aula os manuais que convidam a trabalhar, professores e alunos, com os telemóveis, nomeadamente a descarregar música, conforme se encontra no secundário?
10. Irão os senhores professores, conforme todos sabem, deixar também de ter os telemóveis a tocar e deixar de falar ao telemóvel durante o período das aulas e dentro da sala de aula?
11. Conheço o Director de Turma, num liceu dito problemático, que diz agora tudo ir por fim mudar. A indisciplina por exemplo. Até aqui passeava em pé por cima das secretárias dos alunos durante o período das aulas. Conheço outro que atravessa pátios e recreios aos ZZZZZZ'sss, completamente ganzado. O respeito e a dita autoridade que professores devem recuperar faz-se com exemplos destes? O respeito adquire-se e não se impõe, ou não? Vou dizer à minha filha para respeitar a imagem daquela merda de homens? E já agora: vamos ou não ter avaliação de professores, passagem de ano por mérito, trabalho e notas, expulsões de facto, redução de horários, revisão de manuais e conteúdos programáticos, revogar o estatuto do aluno e a possibilidade de discutir o embuste da dita Escola inclusiva e democrática?
( A propósito de um comentário num post abaixo: a minha filha já conheceu Portugal e o nosso sistema de ensino, grandinha. Cresceu na Alemanha. Continua a ter pavor, agora mais controlado, do ambiente nas nossas escolas. Despreza, com 11 anos, a maioria dos seus professores por, segundo ela, serem os principais responsáveis desta situação. Ri-se com o que vai vendo e diz que deviam ir à escola dela. Uma inspectora do M.E., um dia, disse-me que tendo estado na Alemanha teve pena daqueles alunos. Do espírito traumatizante das suas escolas que naturalmente iria criar cidadãos traumatizados. Vê-se. Onde está a Alemanha e onde estamos nós. Outro, disse-me a minha filha ter dificuldades de integração por causa da sua origem meia germânica. Mais outro, culpou a minha filha por ser tão disciplinada, eu diria educada, por ser uma recalcada inibida, no limite, por culpa do sangue saxão ou da formação em casa. Pois é Micas. Isso aí, felizmente é bem diferente ).