domingo, 30 de setembro de 2007

A vitória de Meneses e a agonia desta República.

Os mais distraídos fazem de conta. Na eleição no PSD, agora, como, ontem, para a autarquia de Lisboa. Divórcio, sim. Entre o País real e o País, este regime e este Poder que nos tutelam, asfixiam e que só existe na cabeça de alguns. Eu sei que é preciso fazer de conta que se não percebe para tudo continuar na mesma. Até à implosão final. A "ideia" de País que nos é transmitida só existe mesmo nas páginas dos jornais de referência, nos colunistas e comentadores credenciados, nas pseudo élites que vieram à tona com a ranchada militar do 25 de Abril. Só existe nos sectores conhecidos e irrelevantes, sem qualquer expressão real, de facto, que se passeiam por São Bento, nos funcionários dos Partidos, dos avençados do Grande Capital sem rosto, público e privado, que administram e gerem em nome do Povo e nunca para e com o Povo. O País real não é o do Jornal Público, dos nichos bloquistas, da pressão gay, do polvo maçónico, do pretenciosismo de Pacheco Pereira, das capelinhas de intelectuais e artistas de merda. Entre tantos outros. Mesmo se quem pensa fora desta matriz é populista, ora bem. É-me indiferente o futuro do PSD ou o de Meneses. Mas sei que a vitória dele significou, em poucos meses, a segunda derrota do Regime. Felizmente. Mesmo e quando, ou precisamente, provocou tanta urticária em certos sectores e torna previsível a derrocada desta República e da partidocracia em que vivemos. O resto, da semana, é a gravidade, ainda outra depois da Independente, do comportamento do engenheiro a propósito de Souto Moura, ( ontem no Sol ). Essa é a República em que vivemos. Assustadora, até pela falta de consequências que promove. Ou a imbecilidade folclórica da nossa dita extrema direita. Vandalizar cemitérios judeus é criminalidade pura. Caso de polícia. Mais ridículo só Pinto Coelho a falar de Mário Machado, personagem sensível, culta e pura, ( sic ), ou o passeio de ontem em Viana de Castelo. O inimigo, aqui, é o sionismo. Não os judeus, em abstracto. Mesmo quando eu sei que ao defender a destruição da Entidade Sionista sou racista, claro. Ou fomento a dita discriminação racional. Mas não o é o racismo propagandeado pela sionista Mucznick nos tempo de antena televisivos ou nas suas crónicas na imprensa. Como o sou, racista e xenófobo, ao combater a actual política de imigração. Por essas e por outras vâo-se impondo as vitórias dos meneses. Ainda bem.

9 comentários:

Flávio Gonçalves disse...

Discriminação racional, hehehe. Bem dito.

contradicoes disse...

Menezes ganhou
o combate de galos
a militância levou
um aperto nos calos

Desinteresse manifestado
neste acto eleitoral
só apenas 50% votaram
mas ninguém levou a mal

Um abraço do Raul

vida de vidro disse...

O país real está bem longe de toda esta treta. Concordo contigo fundamentalmente num ponto: estou-me nas tintas para o futuro do PSD e do Meneses. Mas não para o futuro do país. Vejamos quem vai "emergir" no PSD. E o que isso significa. **

Opintas/Bernardo Kolbl disse...

O primeiro problema está no movimento nacionalista ser confundido e misturado com Estatismo.
Depois, após 1935, com o esmagamento das SA, a Alemanha de Hitler ter priviligiado a racialidade em prejuízo do socialismo.
O meu nacionalismo vai beber a Burke ou Hamann, a Herder, mas a Thoreau também. Assente em princípios imutáveis. A Língua e a linguagem mas também a Terra, o Sangue, a Ancestralidade, Cultura, Tradições, o conceito de Povo específico, a Religião, a História, a Memória Colectiva. Tem muito a ver com Heimat, palavra que Pátria não traduz.
Por cá o rei vai nu.

Opintas/Bernardo Kolbl disse...

Não deixa de ser curioso ver, por exemplo, o Público, o Mario Soares e o Pacheco Pereira tão irritados.
Foram as bases, carai! Eheheh...a...Democracia!
Ainda não perceberam que a agenda e os nomes impostos pelos media não convencem o "burro" do Povinho.
Bem esteve o Santana e bem ou mal engoliram sapos e tiveram todos de aplaudir de pé. Olaré!

Opintas/Bernardo Kolbl disse...

( O PR deve ter-se enganado e saiu-lhe em grande, Flávio...e daí... ).

as velas ardem ate ao fim disse...

Um post perfeito.Daqueles que se le de uma vez e se fica a pensar.

bjinhos

poca disse...

boa noite :)

beijinhos

sonia r. disse...

Não sou do PSD, mas foi uma grande vitória para o Norte.
Talvez agora haja oposição parlamentar.
Bjinho.