terça-feira, 1 de abril de 2008

Felizmente existe permanentemente em todo o lado aquele professor da Fenprof, o Nogueira,

e acho que, finalmente, começo a perceber. Assim. Uso de telemóveis = não há avaliação dos Professores. Eu sabia que a história do You tube era mais do que mas ainda não tinha percebido tudo. Perguntas que no entanto me continuam a incomodar:
0. A senhora Adozinda Cruz, a professora de Francês no Carolina Michaelis, tinha queixas verbais apresentadas pelos seus alunos ao Conselho Executivo, que remontam a 2007. A professora estava a dar uma aula livre porque, tendo perdido o teste de uma aluna, o estava a repetir. A professora Adozinda Cruz apresenta duas notas positivas, na avaliação do período, numa turma de 28 alunos, o que não se verifica a nenhuma outra disciplina. Como iria ser avaliada esta senhora segundo os métodos futuros impostos pela Senhora Ministra? A culpa, já o sabemos, é dos pais e dos alunos. E dos telemóveis. Mas que fazer a coisas destas?
1. Qual a linha que separa a indisciplina da agressão, física ou psicológica?
2. Por muita bondosa que seja, a intervenção do PGR não é apenas mais um passo inconsequente no seu protagonismo mais recente?
3. Será constitucional confiscar telemóveis pessoais a menores, cartão incluído, compreendendo o significado pleno do que é hoje um telemóvel, tendo acesso à privacidade dos alunos, sem proceder à sua devolução imediata aos pais e apenas? Que nos dirá sobre isto o senhor Bastonário?
4. Porque motivo demorou tanto tempo, tantos dias, a professora do Carolina a apresentar queixa da aluna e, no cúmulo do ridículo, da restante turma nos tribunais criminais? A mando de quem? Que motivos a dispensam, sob a compreensão de todos, de ter de dar aulas até ao fim do período? A hipótese de uma provável agressão fisica, aí sim, como algumas que aconteceram já este ano a alguns docentes do Carolina sem qualquer consequência?
5. Alguem se atreve a ter a coragem de questionar o comportamento ridículo, inseguro, pouco profissional, da dita professora na sala de aula ao lidar com o acto de indisciplina, conforme se pode ver pelas imagens a circular?
6. Que se costumava passar nas aulas daquela docente?
7. Qual é o passado disciplinar daquela aluna?
8. A quem interessou objectivamente o empolamento daquele acto de indisciplina naquele preciso Liceu, quando centenas bem mais graves acontecem diariamente e infelizmente por esse País fora? Foi o mero acaso de ter sido posto na net?
9. Irão ser retirados das salas de aula os manuais que convidam a trabalhar, professores e alunos, com os telemóveis, nomeadamente a descarregar música, conforme se encontra no secundário?
10. Irão os senhores professores, conforme todos sabem, deixar também de ter os telemóveis a tocar e deixar de falar ao telemóvel durante o período das aulas e dentro da sala de aula?
11. Conheço o Director de Turma, num liceu dito problemático, que diz agora tudo ir por fim mudar. A indisciplina por exemplo. Até aqui passeava em pé por cima das secretárias dos alunos durante o período das aulas. Conheço outro que atravessa pátios e recreios aos ZZZZZZ'sss, completamente ganzado. O respeito e a dita autoridade que professores devem recuperar faz-se com exemplos destes? O respeito adquire-se e não se impõe, ou não? Vou dizer à minha filha para respeitar a imagem daquela merda de homens? E já agora: vamos ou não ter avaliação de professores, passagem de ano por mérito, trabalho e notas, expulsões de facto, redução de horários, revisão de manuais e conteúdos programáticos, revogar o estatuto do aluno e a possibilidade de discutir o embuste da dita Escola inclusiva e democrática?
( A propósito de um comentário num post abaixo: a minha filha já conheceu Portugal e o nosso sistema de ensino, grandinha. Cresceu na Alemanha. Continua a ter pavor, agora mais controlado, do ambiente nas nossas escolas. Despreza, com 11 anos, a maioria dos seus professores por, segundo ela, serem os principais responsáveis desta situação. Ri-se com o que vai vendo e diz que deviam ir à escola dela. Uma inspectora do M.E., um dia, disse-me que tendo estado na Alemanha teve pena daqueles alunos. Do espírito traumatizante das suas escolas que naturalmente iria criar cidadãos traumatizados. Vê-se. Onde está a Alemanha e onde estamos nós. Outro, disse-me a minha filha ter dificuldades de integração por causa da sua origem meia germânica. Mais outro, culpou a minha filha por ser tão disciplinada, eu diria educada, por ser uma recalcada inibida, no limite, por culpa do sangue saxão ou da formação em casa. Pois é Micas. Isso aí, felizmente é bem diferente ).

6 comentários:

Condor disse...

http://nacionalistas.wordpress.com/2008/04/01/o-bolhao-e-nosso-o-bolhao-e-do-povo/

Condor disse...

O Camarada PR foi benevolente.
Então o rabeta que passeia pelo Liceu e descobriu que a grande "literatura" começou com Sousa Tavares?
E nas aulas, atento corrige:
Mozzarella com tomate, um fio de azeite e uma fatia de pão negro não é alimentação saudável!
Não os poupe, Camarada!
Cumprimentos.

PintoRibeiro disse...

Ele parece rabeta mas o que consta é ter um historial de pedófilo e comportar-se como tal...impunemente, com o conhecimento de todos e a "protecção" da corporação.

MEU DOCE AMOR disse...

Olá.

Texto interessante e que não deixa de ser pertinente.

As situações que têm lugar nas escolas,como as que descreves, são assim tão comuns?

São casos isolados,ou a maioria dos profs têm comportamentos identicos?

A culpa foi da prof,mas e a aluna?
Existem regras...regulamentos escritos e o uso de telemóveis na sala de aula é proibido,não?

Profs que atendem telemóveis nas aulas...sim...mas serão a maioria?

Comportamento rídiculo e inseguro...sim...porque não?
E a aluna?A sua má educação?A falta de respeito?E os outros?

Enfim...mais não digo.Uma vergonha o que se vai passando.

Quanto à culpa...é de todos.Se é que podemos falar de culpa!

Falta de valores,ou poucos valores...e sobretudo pais sem tempo para os seus filhos.

Um pena!

Beijinho doce e desculpem a ausência.

Inté!

Thoth disse...

Caro Pinto Ribeiro,
a propósito do último parágrafo.
Incomóda-lhes a disciplina, a inteligência, a diferença, e logo numa aluna muito jovem, que demonstra mais maturidade do que aquela que eles terão algum dia.

A inteligência, neste lindo país, parece causar muito pavor!

Cumprimentos e parabéns

Maria Streibhardt disse...

Espirito traumatizante???cidadãos traumatizados???não faço ideia onde essa senhora teria estado aqui na Alemanha para dizer isso, se há um país onde os metodos de ensino (a começar logo nos infantários) incentivam os alunos a construir o seu futuro com prazer e responsabilidade, é aqui. Acredito até que a tua filha tivesse problemas de integração, não são todas as pessoas que conseguem viver e conviver no meio de "indios"!!, mas eu já nem tenho paciência para estes casos que vão acontecendo por aí todos os dias, nem dá para fazer comparações com o que se passa aqui, porque não há comparação possivel, está tudo mal por aí, este caso não vai levar a lado nenhum, isto só foi bom para a comunicação social.
Pobre Portugal...infelizmente!
Abraço