segunda-feira, 21 de abril de 2008

O problema da Censura, se a é, está em que começando não se sabe como e onde acaba.


"Aviso sobre conteúdos
Alguns dos leitores deste blogue contactaram o Google porque acham que o conteúdo do mesmo é reprovável. Regra geral, o Google não avalia nem subscreve o conteúdo deste ou de qualquer outro blogue. Para mais informações sobre as nossas políticas relacionadas com os conteúdos, visite a página dos Termos do serviço do Blogger.
Compreendo e pretendo continuar
Não pretendo continuar "



A propósito de um comentário do Arrebenta na caixa de baixo. A ler. Este aviso abre um blogue dele. Por mim, colaborei em tempos idos com eles e, por não me rever nos conteúdos do blogue e no rumo que seguia, simplesmente saí. Ao certo, só lê quem quer. Só visita quem quer. Quem por cá anda há muito conhece bem a merda e os merdosos que por aí circulam. Sou, de certeza, uma das maiores vítimas das canalhices da blogosfera obscura. Continua por aí muita gente que o pode atestar. São conhecidas as minhas opiniões sobre anónimos e nicks. Ou, assinaturas fantasma. É conhecido o que penso de 90% da blogosfera, onde o comentário raramente é argumento mas simples injúria, insulto ou difamação. Atravessamos tempos difíceis em que a (re)pressão é clara. Ainda não estamos na China, certamente. Para lá, parece, caminhamos. Escrevo com o meu nome. Tenho queixas contra terceiros que me prejudicaram e afectaram a vida pessoal, por via da blogosfera, na Polícia. Sem consequências, parece, até agora. Eu, como todos os que aqui andam, se andamos à chuva podemos ter de nos molhar. Ao certo, ainda, fica a discussão, que parece simples: recusando a Censura exige-se o fim da impunidade e a criminalização da demência declarada de muitos. Algo em que estaremos todos de acordo, penso: quem escreve tem de assumir o que assina. A net tem de ter regras. Um código de conduta? Um B.I. virtual? É preciso, sejamos claros e honestos, fazer responder criminalmente quem o merecer. Em benefício de todos os que não confundem a blogosfera com chats de engates, putanhice e pornografia mais ou menos artística. Complicado. Sem soluções aparentemente fáceis nem diktats oportunistas, que aproveitam aos mesmos de sempre e deixam o essencial ser engolido pelo acessório. Eu sei. Mas a exigir uma reflexão.



domingo, 20 de abril de 2008

Enquanto o País contem a respiração entre a crise no Benfica e no Boavista,



o PSD montou o circo na cidade, o desemprego, a inflação e os precários por aí continuam embora da Crise, parece, poucos sinais se vejam e a miséria vá crescendo. Ao certo, o engenheiro tem espaço para falar muito, dizer pouco e fazer, de facto, menos, mesmo quando hoje li que a Ministra da Educação insiste em ser contra os chumbos, coisa pouca que pouco parece preocupar as Corporações do sector sabendo nós que a culpa da crise no Ensino, já sei, é minha, como pai, e dos videos na YouTube. Logo eu, que defendo o mérito, não aprecio a Escola dita inclusiva e opto pelo rigor. Assim como assim temos todos o Portugal que merecemos, digno de um saco de gatos fedorentos que a mais não aspiramos nem, parece, queremos. Reduzidos a isso, haja trocados no bolso e carros para passear enquanto se morre cada vez mais na zona duriense por falta de cuidados atempados de socorro médico. Foi-se o Ministro e as urgências, como tantas outras coisas, são assunto de ontem. Afinal não é impunemente que a Corporação militar, outro saco digno de gatos fedorentos, fez o levantamento de rancho a 25 de Abril, deu o golpe e chamou-o de Revolução. Nesta história fedorenta há uma imbecilidade congénita que ultrapassa a minha natural estupidez. Ora pois. Mesmo assim, eu que gosto de gatos, mas não fedorentos, ( snobismo, eu sei ), lá venho aqui rabiscar e passear porque, parecendo o Mundo existe. E continua, lá fora, a maioria das vezes longe dos locais de férias onde curtimos a dita Crise. O Tibete. O apoio do Capital aos Jogos de Pequim atravês das grandes multinacionais. Gaza, sempre. A ocupação sionista da Palestina, o Iraque a explodir e a guerra perdida no Afeganistão de quem já ninguem se lembra. Lista enorme que me recuso a enumerar que vai cedo o dia, os cigarros são poucos e não me apetece ir fazer café. Desta já aqui tinha falado mas felizmente este voltou ao assunto. É domingo e chove. Chove em Portugal. Sejam felizes e alienados. Preferencialmente, claro.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Manifestação antiautoritária, a 25 de Abril, Lisboa.




A registar a pele eriçada dos estalinistas do PCP, lado a lado, com a velha direita reaccionária e salazarenta deste País perante a convocação desta manifestação. Gil, o Filósofo, bem o escreve. E explica.

Portugal, Estado de Direito Democrático: o crime compensa?

Para o Sargento Gomes tem rendido juros. Até onde irá o desprezo impune deste oportunista pela nossa Justiça?

Implosão!

A trote, o fim anunciado desta República. Felizmente.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Leituras, a apontar.




" Tornai-vos duros! "
Zaratustra.

( Imagem, Nicolas Poussin ).

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ano 2020, Ana Drago na Assembleia da República.

Em nome da tolerância, do direito à diferença, ao multiculturalismo.
( Violento mas lúcido, este ).

domingo, 13 de abril de 2008

Nos dias que correm ter a coragem de comparar as clínicas de aborto aos campos de extermínio nazi,

só por si, merece aplauso. Não ser católico, como eu, e admirar e aplaudir Radtzinger, outro. Insistir na defesa das raízes identitárias da Europa ameaçadas pela vagas do fundamentalista islâmico, tornam-o incontornável. Mesmo quando as eleições são em Itália. Será a personagem com mais autenticidade e interesse numa campanha hipócrita e amorfa. Ideológicamente, muito pobre. Tem nome. Se calhar os seus 5 minutos de fama. Mas Giuliano Ferrara merece ser ouvido. O resto faz-se de pequenos nadas. Alguma, muita demagogia heróica a propósito da revolta histérica de uns meninos burgueses não menos histéricos e mais ou menos maoístas e pretensamente libertários, inconsequentes, em Paris, 68, onde a indiferença dos operários e do mundo do trabalho os derrotou. O problema, ao contrário do que afirmou Fernando Rosas, não está no facto de na Europa a "modernidade se construir contra ou a partir" desse Maio que liquidou a nossa sociedade. Está em a ter de construir "apesar" dessa penosa herança. Não será acaso o judeu Sarko, produto típico soixant-huitard, ter-se afirmado como o presidente que iria liquidar a herança de 68. Um presidente daqueles só é explicável à luz desse momento, assim como a apoteose actual do Capitalismo triunfante e do colapso ético dos povos europeus. ( Os trabalhadores europeus, e não só, pagam hoje a factura das traquinices desses meninos vindos das universidades de Paris ). Ou ver os que em nome da tolerância multicultural ou da intervenção estética, se demitem da responsabilidade moral e confundem o direito à neutralidade com a obrigatória ausência do critério Ético, por este assumir contornos de censura. ( Passem aqui e assinem ). Não por acaso, intelectuais e artistas foram sempre os melhores cães de fila dos totalitarismos contemporâneos e os mais gulosos das migalhas que sobram na mesa do Poder. O Sistema agradece, como por cá se vai vendo. Respeitar o direito à diferença não é nem pode ser aceitar a indiferença ou um igualitarismo abstracto. Esta apatia onde o egoísmo individual se confunde com traumas mal resolvidos, tiques autoritários e carências afectivas a necessitarem de justificar frustados complexos de culpa onde enterram diáriamente a Europa que já fomos. A herança de 68 vai da postura evangelista de um Louçã, às acusações de pedofilia a Cohn-Bendit, acabando em Guântanamo, nas omissões sobre a China, no impedimento de discutir a Imigração ou na cumplicidade com a barbárie em Àfrica. Ao acaso. Na falta de verdade de um quotidiano amestrado. O é proibido proibir veio impor a proibição politicamente correcta e institucionalizar a cobardia. Soberbo e obrigatório, este.

sábado, 12 de abril de 2008

O Portugal de Salazar é que era do Minho a Timor.


Esse pouco me interessa. Esse diz respeito a um País que não quero.
Um País que edita revistas negras xenófabas e organiza galas onde se homenageia o racismo negro. Mas sei que esse é o País que um bando de complexados me quer impor.
Um País onde devo ter medo de ser branca e de dizer que quero um Portugal branco. Aí sim, sou de imediato racista.Não quero a terra de ninguém.
Não quero o Portugal salazarista. Quero a minha terra.
Não quero ter vergonha de em Portugal ser branca e de não ter o direito de dizer que aqui não quero pretos, brasileiros, chineses ou árabes. Simplesmente, vão-se embora.

Basta! E que haja um pouco de decoro.

Tenham vergonha, por favor. Respeitem pais e alunos. Respeitem a Escola Pública. Assim, quando o Governo do engenheiro compra o silêncio e os votos da corporação docente, abdicando de tudo o que disse e fez até ao momento, é altura de mandar embora a Ministra já que infelizmente o mesmo não se pode fazer aos professores. É gente desta quem forma os nossos filhos. Abençoado video na Youtube. Não há acasos em política como não por acaso a DREN, agora, quer processar quem divulgou o dito. Para que tudo continue igual para lá dos portões dos Liceus. A culpa, bem o disse, era só dos telemóveis. Importante é 2009 e as farsas eleitorais desta farsa democrática. Tantos anos depois, erguida pelas bandeiras da nossa esquerda serôdia, a visão salazarenta do País corporativo está viva e recomenda-se!
A face visível do ridículo!
Chamem a Polícia!
( Excepcionalmente, hoje tinha de se postar sobre futebol. O blogue mantem a normalidade por aí abaixo ).

Notícias de África. Que fique claro, por causa da Lei. A culpa é do Branco! A culpa é minha!




J
( Sobre outros embustes, bem falei aqui. Coitados dos alunos ).

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Rudi Dutschke. Porque não houve um só Maio mas muitos. Longe do folclore de Paris e de 68, onde se procurou de facto


A REVOLUÇÃO, CONTRA O PARLAMENTARISMO!

( Não se esqueça que foram os que ontem festejaram a opereta cómica de Paris/68 sob as vestes de um maoísmo delirante, esses internacionalistas pretensamente revolucionários que mais não são do que uns tristes provincianos alimentados por um profundo ódio por si mesmos, pela Europa, pelo Ocidente, que em qualquer tirano terceiro mundista encontram um guru salvífico, foram esses que hoje, afinal, descobrem e denunciam o monstro totalitário capitalista chinês. Esses, que de passagem descobriram novos amanhãs que cantam e não percebem que apenas sobrevivem de ressentimentos frustrados face a uma pretensa culpa que não é nossa. A África libertada fala por si e por eles. Os que se reciclaram, e são muitos os que para aí andam, odeiam irracionalmente, hoje, o que amaram, ontem, não menos irracionalmente ).





Segundo parece, pelo que li por aí e até por aqui,

o problema Mário Machado é o facto, para a nossa tolerante esquerda, do indíviduo ser de extrema-direita. E, ao que parece, violar uma Constituição pouco democrática. Assim, fosse ele da tribo certa, tipo Otelo, e estava tudo em ordem. Para mim, que, repito, não aprecio o dito, quero-o na cadeia se ele for um criminoso. E, nestas coisas, não há bons nem maus. Criminosos são criminosos, o Otelo devia estar preso, o Mário também, se calhar, ou até não, e não me venham com a cantilena que a extrema-direita mata quando a de esquerda não matou menos, sem sequer precisar de evocar os anos gloriosos do PREC, que todos parecem agora ter esquecido, até nos manuais escolares. Balelas. O Agualusa que o diga. Moderado, considerou o Agostinho Neto um poeta medíocre e caiu-lhe o céu e a terra em cima, em Angola. Isto quando todos sabemos que aquele bêbado sanguinário, ditadorzeco assassino, de poeta nunca nada ter tido e ser apenas mais um badameco mitificado por ser de esquerda. Mas o mesmo se passa com o Fidel ou o Chávez. A pretensa superioridade moral da esquerda fede. E eu, no meu País, tenho de ter o direito, aceitando opiniões contrárias e sem atentar contra a integridade de terceiros, de dizer claramente que aqui não quero pretos, chineses, brasileiros ou paquistaneses. Nem 100.000 portugueses a terem de inventar emprego em Espanha. Sem ponta de racismo. Não me considero melhor ou superior a qualquer raça mas por uma opção Identitária. Nacionalista. Por não alinhar no folclore multicultural. É simples mas alguns gostam de complicar e de ser desonestos intelectualmente. Habitual. Como habitual é o engenheiro palrar e os números serem outros: aumento do desemprego e da inflação, descida da taxa de crescimento. Pelo sim pelo não: o da saúde despedido, video na You Tube e condições criadas para ceder aos docentes. Para distrair o Povo venha lá mais um naco de jacobinismo histórico ressabiado e junte-se ao Aborto a Lei do Divórcio. Agrada às franjas do Bloco e ataca-se a Família. Outra prioridade do engenheiro que, e eu até nem sou católico, parece ter contas a ajustar com a Igreja em Portugal. O resto só não vê quem não quer. Ou não deixa. Que se veja. Importante é o Tibete. Por cá, muito circo como ontem no Rossio a propósito dos imigrantes, ( notícia aqui ), enquanto se trancam e proibem notícias preocupantes nos jornais sobre os ditos. Com números, nomes, locais e factos. Mas isso para outro dia ficará. Divirtam-se. Pelo menos com as aventuras do Júdice, cada dia mais presente ao lado do engenheiro, neste Portugal dos pequeninos. Agora, comovente no seu ataque aos blogues por causa do Coelho. Percebemos.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

" A Liberdade é sempre a Liberdade daquele que pensa de outra maneira ".
Rosa Luxemburg.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Não pode haver tocha olímpica sem um Tibete Livre.


Pauleta, ontem em Paris, envergonhou Portugal. Tal como o faz Durão cada vez que abre a boca. Assinem as petições que correm. Boicotem Pequim. É preciso dizer não à China! Passem aqui, sffavor.

2 e 2 ou são 22 ou são 4.

Não conheço o Senhor Mário Machado ou algum dos elementos que hoje irão começar a ser julgados. Por actividades criminosas, nomeadamente tráfico de armas, droga, extorsão, diz-se, e, parece, por delito de opinão. Não simpatizo com o Senhor. Não me identifico com o seu, dito, nacionalismo. Sei no entanto que interessa ao Sistema ter este senhor na cadeia, fazer dele um mártir e um pretenso líder da direita nacionalista. A ser assim, sejamos claros. Se Mário Machado vende, por exemplo, drogas e armas, ou se é um homicida, merece certamente estar preso, ser julgado e condenado. É um mero caso de criminalidade. Mais nada. Se está preso por se dizer nazi, se reclamar de herdeiro do III Reich ou por ter ideias divergentes, sejam elas quais forem, do discurso normalizado do políticamente correcto, devia estar cá fora e a sua prisão é mais um retoque na farsa democrática. As ideias combatem-se com ideias. Sejam elas boas ou más. Concorde-se com elas ou não. Isso é a Democracia. Recuso ver em Portugal presos políticos que interessam ao Sistema. Esperemos que o julgamento faça luz, de vez, sobre o que é crime comum e ou delito de opinião. Sem mais ilusionismos. Tão simples como isso. Infelizmente o despacho de pronúncia omite, se calhar, o essencial. Isto afinal interessa a quem? Alguem é preso durante um ano por ter em seu poder um bastão, uma soqueira ou uma suástica? Não no País onde a violência doméstica, a pedofilia ou o atropelamento mortal com fuga dão termo de identidade e residência. Não brinquem com o Povo porque, acreditem, o Povo não é parvo.

domingo, 6 de abril de 2008

O bloco que se cuide porque,

segundo o Público, uma nova geração chegou ao poder no Partido Socialista. Preocupações: os imigrantes, as mulheres, a legalização das putas, o casamento dos paneleiros. Ora bem. Com o Povo na rua preocupado com a Saúde, ou a falta dela, entende-se. Razão terá a C.E. em falar de um Estado vergonhosamente militante ateu. Para mim, nem tanto. Agendas chics pós modernas onde o velho jacobinismo raivoso encontrou nicho e mercado. Resista-se, se possível for, que a modernices destas sou alérgico. E não sejam preguiçosos. Do Tua ao Tibete, petições a assinar aqui.
É a Acção que determina a Ideologia ou esta que determina aquela?
( Lembrando Ana Spiridonova ).




( No entretanto mais números que têm rosto: Yazaki e Delphy.
Aliás, os números têm sempre rosto ).

sábado, 5 de abril de 2008

E vão 3, naturalmente. Tricampeão,

ora pois. Mesmo e apesar das putas credíveis, das morgadinhas, dos vermes e coitados do Sistema, dessa merda, aqui sim, sulista, elitista e liberal. Atrofiem. Nós festejamos! ( Para quem conhece este blogue, e outros que vêm ainda de mais longe, sabem como fui crítico de Pinto da Costa. Por isso, hoje, sou solidário com ele. No mínimo por já não conseguir engolir a intervenção desses resíduos ruidosos na sociedade portuguesa, tentáculos agora conservadores dessa outrora seita radicaleca de extrema-esquerda pequeno burguesa, reciclados e jactantes nos assentos que um pouco por todo o lado tomaram de assalto. O Lamego, como o Saldanha Sanches, o Zé Manel Fernandes como o Barroso. São muitos, acreditem. E felizmente longe vão os tempos salazarentos em que o futebol era o Benfica. Hoje não foi só o Porto que venceu. Foi o Norte, contra velhos preconceitos e novas arrogâncias. Nem todos temos memória curta nem andamos distraídos. Desta vez parece que até a A Bola reparou ).

Estes como podiam ser milhares de outros,











numa outra qualquer madrugada, com um outro qualquer cigarro. Mesmo de nada servindo vale a pena teimar e lembrar. Há mesmo mais vida para lá do fim de semana e do País do engenheiro. Este, a propósito de muito do que falei nos postes mais abaixo, tem certamente um estranho sentido de humor. Mesmo não sendo eu culto e inteligente. Que os tribunais decidam. Que não haja corporações acima da Lei. Mesmo quando entre a Ministra e os docentes parece que a culpa, oportuna, é dos alunos, dos pais e dos telemóveis. Que também o é. Assim como assim fiquem bem. E sintam-se incomodados, se puderem e souberem. Bom fim de semana.

" O anti-semitismo é, na realidade, o ódio ao Capitalismo ".
Ulrike Meinhof.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Enquanto o País,

light como convém , se embabasca com a imbecilidade medíocre dos gatos fedorentos ( em versão Devo revisitada, lembram-se deles?, estão nos videos aí ao lado ), o mundo piora. Na Turquia, em nome da Democracia, os tribunais querem ilegalizar o Partido maioritário. Na China, o Hu Jia foi de novo preso. Por pensar. 4ª feira passam 5 anos sobre a queda de Bagdad. A ocupação e pilhagem continuam. As focas, isso, as focas continuam discreta e impunemente a ser chacinadas à paulada. O Governo depois das barragens atira-se a uma ponte, que não de uma ponte. Com o betão, 2009 já começou a ser festejado pelo engenheiro. Abençoado pão e circo.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Os direitos da corporação docente, ao modo estalinista da Fenprof.

Os que a propósito de tudo e de nada sabem acusar todos e sabem reclamar, perto da histeria, os seus direitos em nome da dignidade, os PROFES, encontraram, para lá do Ministério, mais culpados. Os pais, os alunos e os telemóveis. Oportuno. Convém não apertar a corporação porque vêm aí eleições e sempre são 150.000 votos no centrão. Ao certo, oportuna é a vaga de fundo sobre a violência nas escolas. Por fim, existe. Como a indisciplina. Agora: os senhores docentes que tanto prezam a Constituição só a exibem para si? Em seu proveito? Proibir os telemóveis na sala de aulas a professores e alunos, é urgente. Confiscar telemóveis, com o respectivo cartão e dados que pertencem à intimidade de cada um, é uma invasão da privacidade, é uma violação grosseira e abusiva, prepotente, da Constituição da República. De Direitos, Liberdades e Garantias. Fala sobre a porcaria de Escola Pública que temos. Fica mal, muito mal aos senhores professores. Campanha de protesto cívico em preparação. Esperem pelo que aí vem. Mais postes sobre esta temática, em baixo. E mais aqui. A ler obrigatóriamente ainda este do Daniel Oliveira. Uma situação abjecta onde na caixa de comentários do blogue se poderá perceber melhor com que docentes lidamos e como a violência pode afinal ter muitas cores. Inadmissível!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Felizmente existe permanentemente em todo o lado aquele professor da Fenprof, o Nogueira,

e acho que, finalmente, começo a perceber. Assim. Uso de telemóveis = não há avaliação dos Professores. Eu sabia que a história do You tube era mais do que mas ainda não tinha percebido tudo. Perguntas que no entanto me continuam a incomodar:
0. A senhora Adozinda Cruz, a professora de Francês no Carolina Michaelis, tinha queixas verbais apresentadas pelos seus alunos ao Conselho Executivo, que remontam a 2007. A professora estava a dar uma aula livre porque, tendo perdido o teste de uma aluna, o estava a repetir. A professora Adozinda Cruz apresenta duas notas positivas, na avaliação do período, numa turma de 28 alunos, o que não se verifica a nenhuma outra disciplina. Como iria ser avaliada esta senhora segundo os métodos futuros impostos pela Senhora Ministra? A culpa, já o sabemos, é dos pais e dos alunos. E dos telemóveis. Mas que fazer a coisas destas?
1. Qual a linha que separa a indisciplina da agressão, física ou psicológica?
2. Por muita bondosa que seja, a intervenção do PGR não é apenas mais um passo inconsequente no seu protagonismo mais recente?
3. Será constitucional confiscar telemóveis pessoais a menores, cartão incluído, compreendendo o significado pleno do que é hoje um telemóvel, tendo acesso à privacidade dos alunos, sem proceder à sua devolução imediata aos pais e apenas? Que nos dirá sobre isto o senhor Bastonário?
4. Porque motivo demorou tanto tempo, tantos dias, a professora do Carolina a apresentar queixa da aluna e, no cúmulo do ridículo, da restante turma nos tribunais criminais? A mando de quem? Que motivos a dispensam, sob a compreensão de todos, de ter de dar aulas até ao fim do período? A hipótese de uma provável agressão fisica, aí sim, como algumas que aconteceram já este ano a alguns docentes do Carolina sem qualquer consequência?
5. Alguem se atreve a ter a coragem de questionar o comportamento ridículo, inseguro, pouco profissional, da dita professora na sala de aula ao lidar com o acto de indisciplina, conforme se pode ver pelas imagens a circular?
6. Que se costumava passar nas aulas daquela docente?
7. Qual é o passado disciplinar daquela aluna?
8. A quem interessou objectivamente o empolamento daquele acto de indisciplina naquele preciso Liceu, quando centenas bem mais graves acontecem diariamente e infelizmente por esse País fora? Foi o mero acaso de ter sido posto na net?
9. Irão ser retirados das salas de aula os manuais que convidam a trabalhar, professores e alunos, com os telemóveis, nomeadamente a descarregar música, conforme se encontra no secundário?
10. Irão os senhores professores, conforme todos sabem, deixar também de ter os telemóveis a tocar e deixar de falar ao telemóvel durante o período das aulas e dentro da sala de aula?
11. Conheço o Director de Turma, num liceu dito problemático, que diz agora tudo ir por fim mudar. A indisciplina por exemplo. Até aqui passeava em pé por cima das secretárias dos alunos durante o período das aulas. Conheço outro que atravessa pátios e recreios aos ZZZZZZ'sss, completamente ganzado. O respeito e a dita autoridade que professores devem recuperar faz-se com exemplos destes? O respeito adquire-se e não se impõe, ou não? Vou dizer à minha filha para respeitar a imagem daquela merda de homens? E já agora: vamos ou não ter avaliação de professores, passagem de ano por mérito, trabalho e notas, expulsões de facto, redução de horários, revisão de manuais e conteúdos programáticos, revogar o estatuto do aluno e a possibilidade de discutir o embuste da dita Escola inclusiva e democrática?
( A propósito de um comentário num post abaixo: a minha filha já conheceu Portugal e o nosso sistema de ensino, grandinha. Cresceu na Alemanha. Continua a ter pavor, agora mais controlado, do ambiente nas nossas escolas. Despreza, com 11 anos, a maioria dos seus professores por, segundo ela, serem os principais responsáveis desta situação. Ri-se com o que vai vendo e diz que deviam ir à escola dela. Uma inspectora do M.E., um dia, disse-me que tendo estado na Alemanha teve pena daqueles alunos. Do espírito traumatizante das suas escolas que naturalmente iria criar cidadãos traumatizados. Vê-se. Onde está a Alemanha e onde estamos nós. Outro, disse-me a minha filha ter dificuldades de integração por causa da sua origem meia germânica. Mais outro, culpou a minha filha por ser tão disciplinada, eu diria educada, por ser uma recalcada inibida, no limite, por culpa do sangue saxão ou da formação em casa. Pois é Micas. Isso aí, felizmente é bem diferente ).

segunda-feira, 31 de março de 2008

O segredo está no dedo.

domingo, 30 de março de 2008

Anatomia de um crime. Transferidos os culpados do Carolina, pergunta-se:

O que é uma aula livre?
A senhora professora autorizou ou não a turma, ( como acontece até no liceu da minha filha ), a utilizar os telemóveis e a ouvir música? Testemunhas dizem que sim.
Existem ou não manuais escolares, como os adoptados no liceu da minha filha, a recomendarem e a incentivarem o uso dos telemóveis e a descarga na aula de canções? Os mesmos que aprovados em C.C. fazem referência à invasão da Holanda pela Alemanha nazi em 1946?
Quem eram, de onde e como eram enquanto alunos os assassinos de Gisberta?
Quantos alunos passam por falta disciplinar na aula pelos C. D. onde são agredidos e voltam às aulas sem haver registo de ocorrências?
A quantas participações e pedidos de intervenção por questões disciplinares graves relativas a professores e alunos a DREN não responde, assim como as Direcções dos Liceus?
Para quando visitas surpresa aos Liceus para efectuar testes de consumo de drogas e alcool a professores e alunos?
Espera-se, naturalmente, a resposta da PGR e da senhora docente. A doer que seja para todos e se mostre a porcaria que anda pelos Liceus, pagos pelo bolso dos contribuintes. Acreditem, não são só alunos como aqueles.
( A minha filha é uma aluna de aproveitamento médio positivo, de comportamento considerado excelente e que se queixa, apenas, do manicómio da sala de aulas e da postura da maioria dos colegas e de alguns professores, a quem culpa pela indisciplina reinante. Como já aqui escrevi fui representante dos pais num Liceu, cargo de que me demiti face à postura de determinados professores perante as questões que coloquei acerca da indisciplina reinante, o que alguns deles recusaram existir. Dos motivos que originaram a minha demissão, incluindo a postura insultuosa e provocadora de um docente em concreto, por acaso o principal objecto de chacota dos alunos, apresentei carta ao Director de Turma e à DREN. O que me aconteceria se no espaço do Liceu tivesse respondido exemplarmente à postura daquele docente? Sem respostas naturalmente. Até hoje. Afinal não me posso esquecer como ainda recentementemente, na primária, tinha acesas discussões com a professora da minha miúda por contrariar o eduquês oficial e insistir que a Escola não é ou não devia ser um espaço lúdico mas de trabalho, onde estudar é perceber que tal exige sacrifícios e empenho, ou que a disciplina passava por coisas tão simples como proibir desde logo os pequenitos de gritarem, falarem alto e correrem nos corredores ).
Um excelente poste a propósito de Geert Wilders no A.N.(A.).

Momento de humor. Sócrates disfarçou estados de alma, diz.

Se fosse só estados de alma, se alma tiver, e não viesse com toda a lata do mundo confundir mentira com disfarçes, até merecia o voto, tadinho do aldrabão. No Público de hoje. O Referendo, engenheiro?